quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dia de Angústia: Dia de Clamar a Deus


Salmo 107:19-20
  "então clamaram ao senhor na sua angústia, e ele os livrou das suas necessidades. Enviou a sua palavra e os sarou, e os livrou da sua destruição."

  Angústia palavra que atemoriza o coração do homem, que traz desespero insegurança, medo e em muitos casos torna-se a porta para a depressão. O dicionário português define esta sensação como ansiedade física acompanhada de opressão dolorosa. Outra definição que encontramos para angústia é uma sensação psicológica que tem em suas características; insegurança, dor emocional, falta de humor, que pode ser gerada, ou não por um acontecimento que está por vir, sensação de nostalgia que produz feridas na alma.
   Quando entendemos a palavra do salmo 107 percebemos que o Senhor fala para aqueles que estão em cativeiro, desamparadas e aflitas. O cenário talvez encontrado em muitas famílias, presente nas igrejas, nos ministérios, células. O casamento que se acabou, o filho que está nas drogas, a falência do ministério, as contas e dividas que já não podem ser pagas, situações que desencadeiam angústias, instantes que devoram a paz que outrora sentimos. Jesus, em um dos momentos mais marcante do seu ministério enfrentou esta difícil situação, Lc 22.44 diz: “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E seu suor tornou-se como gotas de sangue que corriam para o chão.”
   Mateus 26.38b diz “a minha alma está angustiada até a morte”. A angústia em muitos instantes de nossas vidas torna-se como um cálice repleto de um vinho amargo. O que necessitamos nestes instantes é do conforto, do consolo do Espírito Santo. A ação de Deus é tão mais intensa do que qualquer sentimento humano. O salmo 107 nos ensina em seus versos atitudes assertivas que nos levará ao sentimento de libertação:

A transparência da oração-“então clamaram ao Senhor”(Vs.19a). Nossas  orações, petições jamais podem se tornar vazias, sem um propósito específico, não podemos viver sempre no dilema pedir por pedir. A Bíblia diz que não recebemos porque pedimos mal. A oração precisa ser clara, ter um propósito, um alvo a ser definido. O alvo do salmista era a sua libertação, no entanto ele começa exaltando a bondade e a misericórdia de Deus. Ações que não merecemos mais ELE mesmo assim nos concede.
A apropriação da palavra- “enviou a sua palavra e os sarou”(Vs.20). tomar posse das promessas de Deus fazendo delas realidade viva sobre nossas vidas, talvez seja a maior dificuldade do Israel de Deus. Às vezes olhar e perceber que o caminho das promessas está na contramão da vereda que seguimos, e que para chegar até lá no alvo que definimos precisamos romper, causa um sentimento de dor, de angústia, mas em tudo sabemos que é assim que alcançaremos. Salmo 119;35 diz “faze-me andar na vereda dos teus mandamentos porque nela tenho prazer” Andar no caminho dos mandamentos é saber que precisamos morrer a cada passo que damos para alcançar a vida que nos foi prometida.
O posicionamento e a visão- E ELE assim os levam ao porto desejado”(Vs 30b). A alegria do povo era tamanha por causa da libertação que eles foram conduzidos a um alto refúgio, o lugar onde nenhum mal poderia os alcançar, a idéia de Cristo quando falava da casa sobre a rocha. Precisamos deixar o Senhor nos conduzir, é ELE que nos trata que cuida de nós, e nunca o contrário. O verso 42 diz: “ os retos vêem isto e se alegram, mas todos os ímpios fecham a boca. A visão do homem que atravessa crises e passa por elas na força do Senhor, evidência o testemunho de excelência e de vitórias, os olhos que se fixam sempre no alvo e não no caminho fazem a total diferença dentro das veredas de conquistas.

Eugênio Serlam

sábado, 20 de agosto de 2011

A Adoração que flui do corpo



Salmo 63: 1-11
 1-Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. 2- Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. 3- Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam.4- Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos.5- Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios, a minha boca te louva,6- No meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite.7- Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso. 8- A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara. 9- Porém os que me procuram a vida para a destruir, abismar-se-ão nas profundezas da terra. 10- Serão entregues ao poder da espada e virão a ser pasto dos chacais. 11- O rei, porém, se alegra em Deus; quem por ele jura gloriar-se-á, pois se tapará a boca dos que proferem mentira.
 
  A profundidade do salmo 63 no contexto da adoração é tão intensa quanto o nosso próprio respirar. Se olharmos para os seus versos veremos que a composição do texto fala sobre aquele que dispõe totalmente o seu corpo para adorar aquele que o formou. Quando o Senhor forma o homem em Gn 1.26 "o homem é a imagem de Deus". Quando adoramos ao nosso Criador e Pai estamos evidenciando o seu amor que em nossa natureza está gravado, os traços, os detalhes, toda a composição é obra do Senhor.
   Ficamos maravilhados quando sentimos o toque de Deus em nós, as mãos do Santo de Israel em contato mais uma vez com o templo do Espírito Santo. A expressão do adorador composta nos versos do salmo traduz:

1. O anseio contido na alma- é o centro das emoções que prefigura a vontade dos que tem sede de Deus, estar com o coração sedento de Deus é uma qualidade essencial na vida do adorador
2. Os olhos que enxergam a glória de Deus- A Bíblia diz em Ex 33 que Moisés falava face a face com Deus na tenda de Deus. Os olhos precisam ser uma ferramenta da construção de uma fé inteligente. A fé que não busca a contemplação dos próprios desejos, e sim aquela que se fixa nos movimentos da glória do Senhor.
3. Os lábios que exaltam- Exaltar ao Senhor é reconhecer o que ELE é. O senhor disse a Moises "EU SOU O QUE SOU". Quando declaramos com os nossos lábios a santidade e o reino de Deus, o nosso coração permanece cheio de sua essência.
4. As mãos que se redem- Quando levantamos as mãos aos céus estamos reconhecendo que somos dependentes do Senhor, estamos proferindo o reinado d'ELE sobre nós. Alguém certa vez contava sobre a experiência de ser assaltada, e naquela ocasião ao ser declarado pelo assaltante as suas mãos foram levadas num súbito instante aos céus, o corpo declarava "EU ME RENDO"  precisamos dizer isso ao Senhor, levantar nossas mãos e dizer "SOU TEU SENHOR, TOTALMENTE TEU".
   A vida de um adorador precisa ser marcada pela entrega do seu corpo ao Senhor, entregar no altar de Deus todo o nosso ser, nossas intenções e movimentos.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A lei da semeadura


“Pela manhã semeia a tua semente e, à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas” - Ec 11.9
   
  Lançar sementes numa terra frutífera, colher os frutos, repartir o que temos, e entregar as primícias são verdades que precisam adornar a lei da semeadura. Se semearmos realmente numa terra produtiva de fato colheremos bons frutos, sabendo, pois, que as atitudes que seguem são exclusivamente nossas. Mas o fato é que precisamos semear.
   Na parábola do semeador o Senhor nos ensina que a colheita veio quando as sementes foram lançadas na terra boa, não foi o semeador, e nem ao menos a semente que mudaram, foi a terra. Pelo tempo que sou ministro de Deus vejo que uma das grandes dificuldades da igreja é lançar suas sementes em terra boa, e pra isso precisamos conhecer a terra, perceber a qualidade do lugar aonde iremos lançar o que temos em mãos.
   Neste texto encontramos verdades fundamentais que nos desafiam, e nos impulsionam a lançar as sementes para que possamos colher, não nos limitando ao tempo e nem às situações que enfrentamos. Se tivermos em mãos sementes, e Deus nos garante a terra frutífera, lancemos então as sementes. No livro de salmos encontramos uma grande promessa que diz: “aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, sem dúvida, voltará, trazendo com alegria seus molhos.
  O princípio, então, para colher é lançar as sementes, pela manhã, ou seja, sem demora, semear no tempo oportuno. Sem esquecer que não devemos retirar nossa mão da terra onde semeamos, do lugar aonde plantamos. Este princípio nos leva a perceber o que Deus disse a Adão “cuidar e lavrar a terra” não retires tua mão do lugar de tuas sementes a tarde, ou seja permaneça cuidando daquilo que se foi plantado, mesmo que não se veja os brotos no início, pois esta tarefa é do Senhor. Paulo disse “eu plantei Apolo regou, mas Deus deu o crescimento.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A rota de conquistas

  É comum ouvirmos quase em todas as ministrações, nos cultos e até mesmo na E.B.D que o Senhor já nos entregou o melhor, e que também existem promessas intensas que já podemos tomar posse. Mas a realidade na vida de muitos é que parece que a benção não chega, e que o milagre nunca virá. O grande mistério que circunda a vida de tais cristãos é que não se conhece a rota de conquistas, o povo já não sabe mais que rumo tomar, mesmo conhecendo as promessas, a igreja não consegue, em muitos momentos, tomar posse daquilo que é por direito nosso, se faz como herança ao povo exclusivo de Deus.
  Falar sobre a rota de conquistas é muito mais do que simplismente conhecer um caminho, e traçar estratégias para chegar até o objetivo almejado, estar na rota de conquista é viver intensamente as promessas do Senhor, fazendo delas um manual de apropriação, de legitimação de vitórias. Outro dia pregava numa certa igreja e naquela ocasião falava sobre salmo 127: filhos como flechas, e naquela ocasião disse que agradecia a Deus por aquilo que ainda não tinha, pois sabia que o que não tinha hoje, estava nas mãos de Deus e nas nas mãos do Senhor estava mais bem guardada do que nas minhas. Aquelas palavras foram lançadas como flechas no coração da igreja, e percebi naquele instante que algumas pessoas mudaram seus conceitos em relação ao que se busca.
  A rota de conquista é o que descrevo como a segunda milha a ser seguida, é o andar não pela obrigação, como é o da primeira milha, mas sim o andar pelo desejo de completar, e completar para vencermos o que outrora nos foi imposto. As vezes somos impulsionados pelas circunstâncias a andar por veredas angustiantes, dolorosas e escuras, mas não é o fato de estarmos por este caminho que não podemos alcançar, tomar posse e muito mais que isso, viver as promessas de Deus.
  Flp 3.14 diz que "prossigo para o alvo pelo premio da soberana vocação de Cristo Jesus, o nosso Senhor" prosseguir, andar firmimente baseado num sonho, numa vontade até alcança-la como vitória. Is 49.10b diz: "quando anar em trevas e não tiver nenhuma luz, confie no Senhor e firme -se sobre o seu Deus. Não é o lugar que vocẽ está, nem as situações que enfrentamos que faz a diferença em nossos caminhos, e sim aquele que nos torna forte, e gera em nós a confiança que necessitamos.
  Quando Israel estava no deserto tentando chegar até a terra prometida por vários momentos perderam a direção,  o caminho a ser seguido, pois havia uma nuvem de dia e uma coluna de fogo à noite, e mesmo assim, rodearam por muito tempo o deserto. O fator diferencial na rota da conquista é o que queremos e porque queremos, dois princípios que podem levar o cristão a se encontrar ou se perder nos propósitos de Deus. Na rota de conquistas aprendemos:
1. Que os sonhos de Deus são sempre maiores que os nossos sonhos
2. Que  precisamos nos mover segundo a determinação de Deus
3. Que o desejo de conquistar tem que glorificar a Deus.
  I Jo relata que "aquele que diz que está n'ELE também deve andar como ELE andou, ou seja na rota de conquistas, na vereda dos milagres. O caminho por onde o povo de Deus manifestará a intensidade das promessas.

Eugênio Serlam