segunda-feira, 3 de outubro de 2011

As duas faces do ministério de Elias: O desejo pela vida ou o caminho para a fuga


I Rs 19.1-7
  Quando estudamos o livro dos Reis de Israel observamos a atuação impactante de um dos maiores profetas mencionado na escritura sagrada (Bíblia), este homem era Elias Homem nascido nos entorno de Gileade, numa cidade por nome Tisbé, daí seu reconhecimento  como Elias o tisbita.
   Elias é visto como profeta diferenciado, corajoso, audacioso e temente a Deus. Homem Pela qual o poder de Deus se manifestava de maneira intensa. Elias o profeta que ressuscitou um morto (I Rs 17.21) O homem que quando orava fazia chuva ou fogo descer dos céus (I Rs 17.1/ 18.37-38) Elias profeta que derrotou maravilhosamente os profetas de baal. Grandes marcas de vitórias marcaram o ministério de um profeta que tinha no seu DNA a essência do Deus vivo, mas este mesmo Elias era o homem que fugiu de uma forte e aparente situação de confronto.
   Em muitos instantes de nossas vidas nos assemelhamos ao Elias de alma frágil, quando olharmos para as circunstâncias, as angústias, os fracassos, e as decepções e fugimos, talvez por acharmos que esta é a mais curta das tentativas. Fugir pelo medo de achar que não venceremos, ou que já não há mais em nós a força que outrora ardia em nossos corações. Um profeta de alma frágil é como um homem que vive simplesmente por viver.
   Quando olhamos para o Elias que foge, que sofre a nossa alma se abre para a compreensão do nosso ser, de nossas limitações, de nossas angústias, e de tantas fugas pessoais. Neste instante surge uma pergunta: Quem nunca fugiu de uma determinada situação? Casamentos em ruínas/ traumas de infância/ o fracasso empresarial/ os momentos de humilhação/ a enfermidade que arde no corpo/ a desestruturação familiar/ Quem nunca teve um motivo para fugir? Uma caverna que pudesse abrigar a nossa dor, medo e cansaço? O rei Davi buscou a caverna em quanto era perseguido por Saul (I Sm 22) Jefté depois que foi expulso de sua casa, fugiu e foi fazer aliança com marginais e inimigos do seu povo(Jz 11.3).
   O grande problema no ato de fugir é que a fuga não resolve o problema. O Pr. Wendell de carvalho diz que “a fuga é um paliativo que não gera a cura definitiva. A fuga de Elias representava mais do que se esconder dos problemas, ele estava desistindo de si mesmo, revelando a outra face do seu ministério, o coração cansado e uma alma fragilizada pelas circunstâncias.
  Elias estava vivendo sob um grande impacto da crise, a sobra das ameaças de jezabel, o caminho da solidão o peso do deserto, sinais que muitas vezes paralisam a fé e a ação do profeta. Às vezes digo nos lugares que prego que “viver na sombra da própria vida é desistir de si mesmo” Elias estava vivendo sobre a sombra da vida que outrora ele vivia, por isso se sentiu fragilizado diante das tribulações.
   Em meio a todas estas circunstâncias do desespero de Elias, percebemos algumas das atitudes do profeta que destacamos:
1.      A fuga para o deserto- O desejo pela solidão mesmo depois de uma triunfante vitória, pois Elias tinha acabado de vencer os profetas de Baal quando decide andar a caminho do deserto.
2.      O ânimo fragilizado- A alma de Elias, o coração, os sentimentos estavam abalados em meio as ameaças, e a situação que o profeta se encontrava.
3.      A alma que desejou a morte- Elias não poderia morrer ali, do mesmo jeito que voe não pode ficar onde está. Existe mais de Deus vindo em nossa direção.
4.      O sono, a personificação do cansaço- O sofrimento era tão evidente na vida de Elias que o seu corpo cansado já não suportava mais o fardo angustiante. Elias dormiu, talvez, na tentativa da não mais se deparar com a extrema dor que ele estava vivendo.
   Em alguns instantes de nossas vidas nos sentimos tão desanimados, assim, como Elias. Mas em tais circunstâncias o Senhor sempre intervém e nos faz descansar em sua presença. Reflexos da ação de Deus que se move entre o providencial e o necessário:
1.      Houve um toque na vida de Elias- O despertar do homem para enxergar a ação de Deus.
2.      O pão e a água- Enquanto o profeta imaginava que ali seria o seu fim, pois ele pedira a morte, Deus tinha um plano diferente. Sustentação a pão e água fala sobre os elementos simples que o corpo precisa para se manter forte/ Pão e água “é aceitar o simples sabendo que este te torna forte para o caminho que está adiante”.
3.      A visão do caminho- Enquanto o corpo de Elias voltou à mergulhar no sono, depois de ter se alimentado, o senhor Deus o desperta e diz é longo o teu caminho, é grande a tua vitória, sou EU que te sustento e que te faço forte.
Conclusão
  O profeta, assim, compreendeu no mais íntimo de sua alma que precisava descansar em Deus, levantar, olhar para frente e andar em direção ao alvo. Não podemos dizer que as crises são irrelevantes, mais podemos afirmar que Deus sempre nos movimenta ao caminho de excelência preparado por ELE. As crises são necessárias, porém a presença de Deus é o que realmente faz a diferença. 



*Baseado no livro do Pr. Wendell de carvalho A alma do profeta: o dia em que Elias desejou morrer.

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